segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Drops "Lições de Vida"

Nunca, nunca, sob hipótese alguma visite uma financeira. Além de você possivelmente infartar (como eu quase infartei) ao dar-se conta do quanto você obteria de empréstimo e do quanto você pagaria no final das contas, se você fizer um cadastro com o mínimo de dados possível, os funcionários ligarão periodicamente para você a fim de oferecer produtos financeiros. Você dirá que não tem interesse e que quando o tiver ligará para a empresa, mas nada adiantará. Uma vez por mês o funcionário te ligará. Religiosamente.

Se você acha que morar no último andar do seu prédio o livrará das infiltrações que vizinhos de cima geralmente deixam de presente para os de baixo, não se iluda. São Pedro providenciará uma goteira bem no meio da sua sala, através da obra mal acabada daquele obreiro meia boca que o condomínio contratou para reformar o telhado.

Não desafie um vendedor de uma loja de colchões que seja sósia do Joaquin Phoenix, pedindo para experimentar os produtos todos, orçando travesseiros, camas e tudo o mais, com a desculpa de que não efetuará a compra naquela ocasião porque não está com seu talão de cheques na bolsa. Ele passará uma conversa mais forte e oferecerá um desconto irrecusável para você gastar seu dinheirinho com ele. E lá irá você correndo ao shopping na segunda-feira levar os cheques para não perder a cama em oferta.

Se você estiver "gripando" e decidir ir a um boteco na esquina da sua casa para beber vinho em uma noite fria de inverno, vá. Mas se ao sair do bar você ver que está chovendo, não seja tonta o suficiente para caminhar pelo bairro tomando banho de chuva apenas para terminar de fofocar com a sua amiga. Você acordará na manhã seguinte com a garganta e o nariz paralisados e passará a semana inteira de trabalho à base de drogas medicamentos fortíssimos.

Jamais duvide de namoros pela Internet. Especialmente se o cara for um lento, daqueles que passa pelo menos seis meses vegetando após o término do casamento (ao invés de chutar o balde nem que seja por vingança). Você provavelmente deu boas risadas quando soube que ele estava namorandinho pelo Orkut uma pirralha do sertão nordestino com o mesmo nome da ex-esposa. Pois quando menos esperar, você saberá que esse alienado, hm... trouxe a dita cuja para morar com ele. Hein? Isso mesmo. E a ex-esposa? Ah, ela fez e aconteceu durante todo esse tempo, mas está solteira agora. E será ela mesma quem lhe contará sobre esse fantástico happy end.

“Se bater na madeira isolasse o azar, pica-pau não estaria em extinção.” Eugênio Mohallem

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Música boa e videoclipe bairrista

Sim, depois de assistir ao show da banda, eu viciei em Pública. Não que já não gostasse, mas conhecer mais de perto o trabalho dos meninos fez toda a diferença.
Recomendo baixar o álbum "Como num filme sem um fim" direto do site da banda. É gratuito e legal (em todos os sentidos)!


O videoclipe acima foi gravado usado o ônibus do city tour de Porto Alegre, aquele mesmo que já descrevi nesse post, e já o assisti na MTV inclusive.
Além disso, a música "Lugar Qualquer" é uma das minhas preferidas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O seu espaço, o meu espaço

Escrevo esse texto pensando assim: "espero sinceramente não estar incomodando os vizinhos com o barulho da máquina de lavar a essa hora da noite". A seguir replico que, se incomodar, dane-se e fique pelas vezes em que tive de ligar para o zelador reclamando do vizinho do lado - velho conhecido de quem acompanha meus tweets.

Pelo menos meu barulho é o de uma dona de casa atarefada cujo único horário que resta para organizar a roupa é no final da noite, ao contrário do guri que se esconde e se mostra pela janela em frente à minha, enquanto ouve suas músicas em alto (muito alto) e bom som e na hora que bem entende.

Também é diferente do barulho da vizinha ninfomaníaca que morava logo abaixo dele, com a qual aprendi a suportar radionovelas pornôs e, eventualmente, imagens também. Já contei da vez em que estava estendendo roupa no varal sob minha janela e, devido a um celular que tocou no apartamento da moçoila, tive de ver seu namorado correr pelado para atender a chamada? Ah, pois é... Ao menos ele era bonitão! "Era", porque ele a engravidou e eles foram morar juntos em um lugar maior. Viu só? Sei tudo da vida alheia, mesmo sem ter pedido para saber. Cuidado com o que você demonstra para mim, eu posso muito bem desvendar a sua história! :o)

Entretanto procuro cuidar muito essa questão de barulho porque considero de extremo mau gosto invadir a privacidade alheia. No momento em que você decide morar sozinho, é bem provável que desejará ficar em silêncio algumas vezes, ou mesmo fazer o seu próprio barulho - aquele que não ultrapassar suas quatro paredes, claro. Então ouço música baixinho, às vezes peço para meus amigos maneirarem no tom da voz à noite, tiro o salto tão logo entro pela porta, não ligo o aspirador de pó muito tarde, entre outras medidas. E gostaria muito que as pessoas entendessem essa mensagem a partir do exemplo que tento passar... sem precisar ser desagradável e reclamar.

Se bem que uma coisa preciso admitir: o vizinho das músicas altas (e chatas) está tão ressabiado quanto os chimpanzés que levavam mangueiradas d'água ao tentar pegar um cacho de bananas daquele experimento comportamental. De tanto que liguei para o zelador, chega 22h agora e automaticamente ele cessa a emissão dos seus decibéis malditos. Afinal, se você não aprende o tamanho do seu espaço por bem, aprenderá na base da mangueirada d'água!

domingo, 2 de agosto de 2009

Bad bad day at the office

Esse vídeo me fez lembrar de uma das longas tardes de workshop que tivemos na empresa na semana passada. Na manhã inteira anotei em meu caderno todos os tópicos importantes que o fornecedor explicava a respeito das features dos sistemas que utilizamos, tintim por tintim...



... para no começo da tarde, enquanto me acomodava na cadeira para dormir ouvir o segundo round com uma caneca cheia de café em uma mão, o caderno na outra, tentar destampar uma caneta com a mesma mão da caneca e SPLASH! - derrubar metade do café sobre o caderno.
Lógico, justo por cima das preciosas anotações da manhã e mais umas dez folhas abaixo que absorveram o líquido (e que continham meus fluxogramas de toooodo meu raciocínio de semanas).

Mas atenção para o pessoal do fundo do vídeo. Não é apenas a moça que se f... ferra!

Os porquês de cada um

Juro que me vejo nessas situações com a mesma cara da Mafalda diante das dúvidas existenciais alheias. Haja paciência com algumas pessoas!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Electrorock brasileiro até que dá certo

Descobri a música abaixo há poucos dias via Last.fm e me surpreendi positivamente. Pegadinha dançante com ares de britpop, mas com uma banda que não canta em inglês like CSS. Aliás, eu gosto só do primeiro álbum da Cansei de Ser Sexy, que era muito mais criativo do que o trabalho atual deles.

Em todo caso a Sabonetes faz um som até bem diversificado. Eu destaco "Descontrolada" porque gostei justamente da melodia chicletinha.



Descontrolada

Faz um tempo já faz
três horas ou mais
o tempo parou.

Traz pra perto o seu par
fingindo gostar
pra me provocar

Saiu à noite pra se divertir
sem se importar com o que estava por vir.
Saiu de casa pra se entreter
porque já não há mais nada a perder.

Dançando até se descontrolar
A noite acaba de começar
Garotas em busca de diversão

Não param não param.

Faz três horas ou mais
pra mim tanto faz
se a Terra parou.

Vai esquece do chão
enquanto houver som
pra te levantar