Acho que este blog teve morte cerebral decretada. Mais um que foi fulminado pela objetividade dos microblogs ou redes sociais focadas em contatos, ou ainda pela necessidade cada vez menor de expor meus pensamentos publicamente. O que eu não publicar aqui, provavelmente vai para a pauta de um analista que ainda procurarei. Ou simplesmente não deverá ser de interesse comum.
Depois de mais algum tempo decidirei se deverei excluí-lo ou mantê-lo como está.
Grata pela atenção, rs.
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domingo, 15 de agosto de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Você tem bem mais do que 60 segundos de vida
Assistindo a essa animação - que dizem ser antiga, mas para mim inédita - não pude deixar de pensar em como nós procrastinamos diariamente e, na maior cara-de-pau, colocamos a culpa das nossas irrealizações na falta de oportunidades.
Se com duas, três, quatro décadas você não fez nem a metade do que gostaria de ter feito, imagina se você tivesse somente um minuto de vida?
Então a mensagem que fica é: não perca seu tempo. Eu também! Que eu não perca o meu tempo!
Afinal, a vida só não acontece para quem não a encara.
Ah! Vi no Update or Die.
Se com duas, três, quatro décadas você não fez nem a metade do que gostaria de ter feito, imagina se você tivesse somente um minuto de vida?
Então a mensagem que fica é: não perca seu tempo. Eu também! Que eu não perca o meu tempo!
Afinal, a vida só não acontece para quem não a encara.
Ah! Vi no Update or Die.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Eu entendo, claro, mas... não compreendo
Há pouco li no twitter da Dee - uma das meninas goianienses que conheci nas últimas férias - alguma reclamação sobre uma amiga que, por estar namorando, deixou de procurá-la como antigamente. Ato contínuo, enumerei os amigos e amigas que já fizeram isso comigo (e continuam fazendo) para, logo depois, dedicar-lhes um sonoro f***-se! Taí uma coisa que eu sinceramente não suporto, não aceito e não defendo.
Se você deseja que eu não seja amiga da sua nova paixão, basta deixar de falar comigo normalmente como quando nos teus tempos de solteiro(a). Você terá sucesso imediato! Digo isso porque não tenho problemas de ciúme dos meus amigos (a menos que eu esteja interessada em um deles, hehe) e obviamente ao ser apresentada à pessoa a chance de simpatizar com ela será grande; mas se você, amigo(a) querido(a), toma chá de sumiço tão logo troque seu status para "commited" nas redes sociais (e conheço gente que faz isso no dia seguinte ao primeiro encontro), automaticamente interpretarei tal atitude como represália da sua metade [azeda] da laranja - vulgo coleira - e antipatizarei com tal criatura. Pelo menos até que me provem o contrário...
Entendo perfeitamente que a rotina mude quando se assume um compromisso com uma pessoa por quem se esteja enamorado, assim como estou ciente de que nesse período se quer estar com esse alguém em todos os momentos possíveis. A gente tem sede de conhecer melhor cada característica, cada pequena mania, discutir assuntos bobos e nem tanto, fazer tooooodos aqueles programinhas típicos de casais, assistir àqueles filmes açucarados que você (especialmente se for homem) não tem coragem de encarar sozinho e passar um clássico final de semana em Gramado. Aliás, ir para a Serra deve estar em alguma cartilha dos relacionamentos amorosos, né? Todo mundo faz.
Só que isso não deveria afastar os pombinhos do seu círculo de amizades, muito pelo contrário. Não tem coisa mais idiota do que rejeitar repetidos convites para um encontrinho entre amigas porque agora TEM que encontrar fulano depois do expediente. Aí eu deixo passar um tempinho e proponho outro convite, noutro dia, para colocar as fofocas em dia. Não dá outra vez, pois já combinou de fazer não-sei-o-que com o namorado (e não dá para desmarcar nem adiar). Então eu espero que a amiga encontre um espaço na sua agenda para ela mesma convidar para fazer algo... e ela não liga mais. Nem manda um e-mail para - já que o tempo está curto - saber e mandar notícias. Ela simplesmente some. Isso obviamente vale para os amigos homens também, com quem frequentemente eu bebia um choppinho, ia a shows, saía para jantar, para alguma balada. Eles também somem!
O que faço? Cartão amarelo e banco de reservas. Afinal a vida continua, colorida, etílica, cultural, problemática ou hilariante. Porém extremamente chateada com a falta de sensibilidade alheia.
E sabe o que me deixa ainda mais fula da vida? É que em pelo menos 80% das vezes em que o isolamento amoroso acontece, o indivíduo um dia tem sua bolha estourada por algum problema (ou simplesmente pela realidade dura) e "pluft!", cai no mundo real. E você já sabe para quem irá correndo chorar as pitangas, né? Claaaaro, para você, amiga de fé. Não mais que de repente você recebe uma ligação no seu celular que só não desconhece porque manteve o número na agenda. Até porque não tem coisa mais chata do que você deletar um número da sua lista de contatos e depois ver aquela sequência numérica levemente familiar piscando na tela, pensando: "atendo ou não atendo?". Por essas e por outras eu dificilmente deleto um contato.
Mas voltando: se você atende a chamada, poderá ouvir uma voz amigável perguntando 'como tu tá?', para logo que tiver oportunidade contar como as coisas [não] vão bem ou terminaram. Cara, muito eu já ofereci meu ombro nessas horas, mas hoje em dia não faço mais não. Meu nível de tolerância caiu e muito com esse tipo de gente nos últimos anos, assim como o conceito desses "amigos".
Porque amigo de verdade pode se afastar por motivos mais duros, mas nunca por causa da troca de estado civil. E isso é um ótimo filtro para enxergar e classificar melhor as pessoas que passam pela vida da gente, pois se uma pessoa corta relações por encontrar quem lhe cure a carência ou pelo que encontrou entre as pernas de alguém, pense: ela não merece a sua confiança.
Se você deseja que eu não seja amiga da sua nova paixão, basta deixar de falar comigo normalmente como quando nos teus tempos de solteiro(a). Você terá sucesso imediato! Digo isso porque não tenho problemas de ciúme dos meus amigos (a menos que eu esteja interessada em um deles, hehe) e obviamente ao ser apresentada à pessoa a chance de simpatizar com ela será grande; mas se você, amigo(a) querido(a), toma chá de sumiço tão logo troque seu status para "commited" nas redes sociais (e conheço gente que faz isso no dia seguinte ao primeiro encontro), automaticamente interpretarei tal atitude como represália da sua metade [azeda] da laranja - vulgo coleira - e antipatizarei com tal criatura. Pelo menos até que me provem o contrário...
Entendo perfeitamente que a rotina mude quando se assume um compromisso com uma pessoa por quem se esteja enamorado, assim como estou ciente de que nesse período se quer estar com esse alguém em todos os momentos possíveis. A gente tem sede de conhecer melhor cada característica, cada pequena mania, discutir assuntos bobos e nem tanto, fazer tooooodos aqueles programinhas típicos de casais, assistir àqueles filmes açucarados que você (especialmente se for homem) não tem coragem de encarar sozinho e passar um clássico final de semana em Gramado. Aliás, ir para a Serra deve estar em alguma cartilha dos relacionamentos amorosos, né? Todo mundo faz.
Só que isso não deveria afastar os pombinhos do seu círculo de amizades, muito pelo contrário. Não tem coisa mais idiota do que rejeitar repetidos convites para um encontrinho entre amigas porque agora TEM que encontrar fulano depois do expediente. Aí eu deixo passar um tempinho e proponho outro convite, noutro dia, para colocar as fofocas em dia. Não dá outra vez, pois já combinou de fazer não-sei-o-que com o namorado (e não dá para desmarcar nem adiar). Então eu espero que a amiga encontre um espaço na sua agenda para ela mesma convidar para fazer algo... e ela não liga mais. Nem manda um e-mail para - já que o tempo está curto - saber e mandar notícias. Ela simplesmente some. Isso obviamente vale para os amigos homens também, com quem frequentemente eu bebia um choppinho, ia a shows, saía para jantar, para alguma balada. Eles também somem!
O que faço? Cartão amarelo e banco de reservas. Afinal a vida continua, colorida, etílica, cultural, problemática ou hilariante. Porém extremamente chateada com a falta de sensibilidade alheia.
E sabe o que me deixa ainda mais fula da vida? É que em pelo menos 80% das vezes em que o isolamento amoroso acontece, o indivíduo um dia tem sua bolha estourada por algum problema (ou simplesmente pela realidade dura) e "pluft!", cai no mundo real. E você já sabe para quem irá correndo chorar as pitangas, né? Claaaaro, para você, amiga de fé. Não mais que de repente você recebe uma ligação no seu celular que só não desconhece porque manteve o número na agenda. Até porque não tem coisa mais chata do que você deletar um número da sua lista de contatos e depois ver aquela sequência numérica levemente familiar piscando na tela, pensando: "atendo ou não atendo?". Por essas e por outras eu dificilmente deleto um contato.
Mas voltando: se você atende a chamada, poderá ouvir uma voz amigável perguntando 'como tu tá?', para logo que tiver oportunidade contar como as coisas [não] vão bem ou terminaram. Cara, muito eu já ofereci meu ombro nessas horas, mas hoje em dia não faço mais não. Meu nível de tolerância caiu e muito com esse tipo de gente nos últimos anos, assim como o conceito desses "amigos".
Porque amigo de verdade pode se afastar por motivos mais duros, mas nunca por causa da troca de estado civil. E isso é um ótimo filtro para enxergar e classificar melhor as pessoas que passam pela vida da gente, pois se uma pessoa corta relações por encontrar quem lhe cure a carência ou pelo que encontrou entre as pernas de alguém, pense: ela não merece a sua confiança.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O que poderia ter sido diferente
Toda vez em que assisto ao filme Efeito Borboleta choro mais do que o esperado para o teor da história, e da última vez não foi diferente. Sempre na mesma cena: quando Evan, o protagonista, decide fazer uma última tentativa de consertar a vida das pessoas à sua volta e sacrifica a sua felicidade para salvar a garota por quem sempre foi apaixonado. Como ele faz isso? Indo até o princípio da relação dos dois e impedindo-a de se afeiçoar a ele. Eu choro porque o rapaz foi e voltou no tempo várias vezes, e sempre algo dava errado ou com sua mãe, ou com seus amigos, ou com a garota, ou com ele mesmo - embora sempre ele tenha priorizado o bem-estar dos outros em detrimento de si - e porque a única maneira de tentar garantir uma vida digna a todos tornou impossível a ele ficar com o seu amor.
Não me xinguem por ter contado a moral do filme, afinal ele é super antigo já. Além do mais, a história é tão complexa que vale assistir por inteiro e se deixar envolver pela angústia de Evan. É absolutamente um dos filmes de que mais gostei em toda a minha vida!
E admito que esse filme não é por default uma obra para emocionar, mas minhas lágrimas vertem porque não dá para não me identificar com o filme. Quem nunca desejou poder voltar no tempo e dar um novo rumo à uma história que não se desenrolou como deveria? Quem é que não convive com pelo menos uma consequência de um episódio cujo controle se perdeu na época? Não tente me convencer de que tudo o que você fez/viveu foi do jeito que deveria ter sido. Isso não existe no mundo real. Pode ser que você tenha superado a questão ou tenha aprendido a viver com as adversidades ocasionadas por ela, mas negar a decepção é no mínimo falácia.
Eu se pudesse voltaria no tempo e mudaria muitas coisas das quais me arrependo irremediavelmente e que me doem até hoje. Há feridas que jamais cicatrizam e, se param de doer, é porque as escondemos sob ataduras protetoras; mas mesmo que cubramos com um band-aid bem colorido, vez por outra alguma ponta de armário vai bater em cheio e nos lembrar de que a maldita ferida continua lá... machucando! Para esses casos seria ótimo retroceder até instantes antes da m**** acontecer e tomar outra atitude, mas levando para o passado a bagagem (a consciência) de tudo o que até então ocorreu em decorrência do erro - como no filme!
Se assim fosse, eu teria uma chance kamikaze de dizer a duas pessoas o quanto eu gostava delas. Logicamente em tempos diferentes e, dependendo do caso, sequer haveria a segunda pessoa. Eu poderia ter me desafiado a realizar um esforço sobrehumano na universidade e hoje estar formada e livre para tantos outros projetos que estão envelhecendo. Teria participado mais da vida de pessoas tão importantes mas que já não estão nessa vida. Enfim, entre tantas outras coisas que hoje são apenas rabiscos do que poderia ser uma história digna. Grande parte vinculada a pessoas, ou seja, aquilo que toma um rumo inesperado é quase sempre o que é escrito a pelo menos quatro mãos.
E o que mais doi ao ver o filme e fazer um paralelo com a vida real é que de fato quando pretendemos proteger a quem amamos, há uma significativa probabilidade de sairmos perdendo de alguma maneira. Ou seja, se desejamos a nossa felicidade e tomamos decisões [erradas] mirando-a, muito possivelmente alguém vai ser lesado. Isso na minha opinião tem, sim, relação com a Teoria do Caos:
Fonte: Teoria do Caos @Wikipedia
Cabe a você e a mim decidir quem é que pode suportar mais as consequências de cada pequena decisão própria. Mesmo que ela seja "apenas" uma leve batida de asas.
Minha essência sempre tendeu à abnegação e isso vigorou por quase toda a minha vida, e acredite, eu não era infeliz, se for possível simplificar tanto assim a coisa. Mas com a maturidade e as pedreiras da vida eu mudei - ou melhor, criei uma espécie de carapaça - que se por um lado me protege, por outro me enrijece. E é nisso que está o problema de uma estrutura rija: de fora para dentro faz bem o seu papel, porém de dentro para fora se torna um pesado obstáculo.
O personagem do filme não é e nunca se deixou ficar assim. Pelo contrário, a cada experiência mal sucedida ele via a necessidade maior de voltar a um dos episódio-chave da sua vida e dar um novo rumo. Enquanto todos os outros não estivessem bem, enquanto ele estivesse vivo, ele tentaria mais uma vez. Até que chegou a um ponto de equilíbrio, sob a sua difícil decisão de abnegar da própria felicidade. Foi muito nobre!
Assim, pense: O que você gostaria de reescrever na sua vida? Seria isso possível? Viável? As consequências seriam melhores ou mais amenas do que a realidade pura? Faça esse exercício de reflexão; não me surpreenderei se você encontrar páginas que mereçam ser reescritas e força para fazê-lo. Se existe uma nova chance, do it!
Não me xinguem por ter contado a moral do filme, afinal ele é super antigo já. Além do mais, a história é tão complexa que vale assistir por inteiro e se deixar envolver pela angústia de Evan. É absolutamente um dos filmes de que mais gostei em toda a minha vida!
E admito que esse filme não é por default uma obra para emocionar, mas minhas lágrimas vertem porque não dá para não me identificar com o filme. Quem nunca desejou poder voltar no tempo e dar um novo rumo à uma história que não se desenrolou como deveria? Quem é que não convive com pelo menos uma consequência de um episódio cujo controle se perdeu na época? Não tente me convencer de que tudo o que você fez/viveu foi do jeito que deveria ter sido. Isso não existe no mundo real. Pode ser que você tenha superado a questão ou tenha aprendido a viver com as adversidades ocasionadas por ela, mas negar a decepção é no mínimo falácia.
Eu se pudesse voltaria no tempo e mudaria muitas coisas das quais me arrependo irremediavelmente e que me doem até hoje. Há feridas que jamais cicatrizam e, se param de doer, é porque as escondemos sob ataduras protetoras; mas mesmo que cubramos com um band-aid bem colorido, vez por outra alguma ponta de armário vai bater em cheio e nos lembrar de que a maldita ferida continua lá... machucando! Para esses casos seria ótimo retroceder até instantes antes da m**** acontecer e tomar outra atitude, mas levando para o passado a bagagem (a consciência) de tudo o que até então ocorreu em decorrência do erro - como no filme!
Se assim fosse, eu teria uma chance kamikaze de dizer a duas pessoas o quanto eu gostava delas. Logicamente em tempos diferentes e, dependendo do caso, sequer haveria a segunda pessoa. Eu poderia ter me desafiado a realizar um esforço sobrehumano na universidade e hoje estar formada e livre para tantos outros projetos que estão envelhecendo. Teria participado mais da vida de pessoas tão importantes mas que já não estão nessa vida. Enfim, entre tantas outras coisas que hoje são apenas rabiscos do que poderia ser uma história digna. Grande parte vinculada a pessoas, ou seja, aquilo que toma um rumo inesperado é quase sempre o que é escrito a pelo menos quatro mãos.
E o que mais doi ao ver o filme e fazer um paralelo com a vida real é que de fato quando pretendemos proteger a quem amamos, há uma significativa probabilidade de sairmos perdendo de alguma maneira. Ou seja, se desejamos a nossa felicidade e tomamos decisões [erradas] mirando-a, muito possivelmente alguém vai ser lesado. Isso na minha opinião tem, sim, relação com a Teoria do Caos:
Ao efeito da realimentação do erro foi chamado mais tarde por Lorenz de Efeito Borboleta, ou seja uma dependência sensível dos resultados finais às condições iniciais da alimentação dos dados. Assim, qualquer que fosse a distância entre dois pontos diferentes, depois de um tempo os pontos estariam separados e irreconhecíveis.
Normalmente este efeito é ilustrado com a noção de que o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre, pode provocar uma tormenta no outro extremo no intervalo de tempo de semanas.
Fonte: Teoria do Caos @Wikipedia
Cabe a você e a mim decidir quem é que pode suportar mais as consequências de cada pequena decisão própria. Mesmo que ela seja "apenas" uma leve batida de asas.
Minha essência sempre tendeu à abnegação e isso vigorou por quase toda a minha vida, e acredite, eu não era infeliz, se for possível simplificar tanto assim a coisa. Mas com a maturidade e as pedreiras da vida eu mudei - ou melhor, criei uma espécie de carapaça - que se por um lado me protege, por outro me enrijece. E é nisso que está o problema de uma estrutura rija: de fora para dentro faz bem o seu papel, porém de dentro para fora se torna um pesado obstáculo.
O personagem do filme não é e nunca se deixou ficar assim. Pelo contrário, a cada experiência mal sucedida ele via a necessidade maior de voltar a um dos episódio-chave da sua vida e dar um novo rumo. Enquanto todos os outros não estivessem bem, enquanto ele estivesse vivo, ele tentaria mais uma vez. Até que chegou a um ponto de equilíbrio, sob a sua difícil decisão de abnegar da própria felicidade. Foi muito nobre!
Assim, pense: O que você gostaria de reescrever na sua vida? Seria isso possível? Viável? As consequências seriam melhores ou mais amenas do que a realidade pura? Faça esse exercício de reflexão; não me surpreenderei se você encontrar páginas que mereçam ser reescritas e força para fazê-lo. Se existe uma nova chance, do it!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O vestido e a vergonha
Prometi não gastar tempo discutindo sobre a repercussão do caso da garota da UNIBAN, mas não consigo permanecer inerte a tanta falta de escrúpulos da sociedade em geral. Esse país não é sério, não pode ser levado à sério, não merece ser levado à sério. Uma sociedade em que uma piriguete anônima e oportunista é catapultada a estrela do submundo das pseudo-celebridades e lucra com isso não passa de uma sociedade escrota. Sim, estou muito revoltada com tudo isso!
Primeiro porque essa garota não deveria estar em uma universidade (sequer entro no mérito da qualidade duvidosa da instituição), uma vez que uma pessoa com o mínimo de critérios frequentaria um curso de graduação focando exclusivamente na sua futura carreira; e ela, como pode-se verificar, na primeira oportunidade de ganhar dinheiro e fama fáceis, agarrou com as duas mãos - e possivelmente com algumas chaves de pernas. Duvido que concluirá seu curso superior depois de ganhar dinheiro com os trabalhinhos que estão pintando. Agora, por favor, daonde que aquela figura tem cacife para vender Playboy? Hmmm, ok, uma revista que vende Melancia como Marilyn Monroe realmente já está caquética, mas ainda assim não se justifica... a loira-cor-de-rosa é sexy, rapazes?!
Em segundo lugar, ela tem uma cara e uma atitude quase mais vulgar do que as funkeiras que exibem seus bundões mundo afora. Francamente, não é nem um pouco estranha a atitude que os alunos da universidade tiveram ao hostilizá-la, levando em consideração a atitude provocante que a mocinha deveria ter para com todos. O que me irrita, me revolta e me decepciona nesse país é justamente isso: a vulgaridade ser celebrada em detrimento da sensualidade. O que é vulgar não é sexy, são valores mutuamente excludentes, e uma mulher que se criou vulgar não se tornará sexy nem por um decreto. Essa discussão foi retomada recentemente quando Dita Von Teese passou pelo Brasil, mostrando que quando uma mulher é realmente sexy e tem classe, ela pode ser uma stripper que continuará impondo certo respeito. Parece incoerente, não é mesmo? Não.
E em terceiro lugar, mas não menos importante, ainda me espanta o interesse da TV brasileira em chamá-la para participações em diversos programas, de humorísticos decadentes a programas de auditório. Tipo, o que essa pessoa fez de importante para merecer ibope? Definitivamente a mídia brasileira não está nem aí para formar opinião de forma inteligente. É triste, nessas horas e em muitas outras eu me envergonho de morar em um país assim. Sei que estou chovendo no molhado, que esse tipo de oportunismo existe há muitos carnavais, mas quando uma bunda cai na mídia porque "está se lançando como artista" eu até relevo, afinal a pessoa que tenta a fama geralmente o faz por vias artísticas (óbvio que aqui o conceito de arte está beeeeem longe do correto e admirável). Mas uma pessoa se valer de algo que poderia ser uma discussão ética para virar mais uma musa (eca!) do imaginário masculino é de doer na consciência.
Desejo do fundo do meu coração que essa garota mofe no esquecimento em pouquíssimo tempo.
E desejo também que um dia nós, mulheres de valor, trabalhadoras e com alguma moral possamos finalmente ser reconhecidas como mulheres de verdade.
Primeiro porque essa garota não deveria estar em uma universidade (sequer entro no mérito da qualidade duvidosa da instituição), uma vez que uma pessoa com o mínimo de critérios frequentaria um curso de graduação focando exclusivamente na sua futura carreira; e ela, como pode-se verificar, na primeira oportunidade de ganhar dinheiro e fama fáceis, agarrou com as duas mãos - e possivelmente com algumas chaves de pernas. Duvido que concluirá seu curso superior depois de ganhar dinheiro com os trabalhinhos que estão pintando. Agora, por favor, daonde que aquela figura tem cacife para vender Playboy? Hmmm, ok, uma revista que vende Melancia como Marilyn Monroe realmente já está caquética, mas ainda assim não se justifica... a loira-cor-de-rosa é sexy, rapazes?!
Em segundo lugar, ela tem uma cara e uma atitude quase mais vulgar do que as funkeiras que exibem seus bundões mundo afora. Francamente, não é nem um pouco estranha a atitude que os alunos da universidade tiveram ao hostilizá-la, levando em consideração a atitude provocante que a mocinha deveria ter para com todos. O que me irrita, me revolta e me decepciona nesse país é justamente isso: a vulgaridade ser celebrada em detrimento da sensualidade. O que é vulgar não é sexy, são valores mutuamente excludentes, e uma mulher que se criou vulgar não se tornará sexy nem por um decreto. Essa discussão foi retomada recentemente quando Dita Von Teese passou pelo Brasil, mostrando que quando uma mulher é realmente sexy e tem classe, ela pode ser uma stripper que continuará impondo certo respeito. Parece incoerente, não é mesmo? Não.
E em terceiro lugar, mas não menos importante, ainda me espanta o interesse da TV brasileira em chamá-la para participações em diversos programas, de humorísticos decadentes a programas de auditório. Tipo, o que essa pessoa fez de importante para merecer ibope? Definitivamente a mídia brasileira não está nem aí para formar opinião de forma inteligente. É triste, nessas horas e em muitas outras eu me envergonho de morar em um país assim. Sei que estou chovendo no molhado, que esse tipo de oportunismo existe há muitos carnavais, mas quando uma bunda cai na mídia porque "está se lançando como artista" eu até relevo, afinal a pessoa que tenta a fama geralmente o faz por vias artísticas (óbvio que aqui o conceito de arte está beeeeem longe do correto e admirável). Mas uma pessoa se valer de algo que poderia ser uma discussão ética para virar mais uma musa (eca!) do imaginário masculino é de doer na consciência.
Desejo do fundo do meu coração que essa garota mofe no esquecimento em pouquíssimo tempo.
E desejo também que um dia nós, mulheres de valor, trabalhadoras e com alguma moral possamos finalmente ser reconhecidas como mulheres de verdade.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Seriam os anticoncepcionais inimigos de alguns homens?
Uma interessante pesquisa realizada na Universidade de Sheffield na Inglaterra e que foi publicada no Trends in Ecology and Evolution apresenta possíveis razões para a mudança de foco das mulheres contemporâneas no que tange ao homem desejado.
Essa pesquisa observa que o uso de anticoncepcionais pode estar relacionado com esse fenômeno, ao passo que devido às alterações hormonais que ocorrem durante a ovulação, nós procuraríamos nesse período homens mais másculos ou que detenham maior diferenciação genética (com fins de perpetuar a espécie), e fora do período fértil nós supostamente nos sentiríamos atraídas por tipos mais andróginos.
Diz a pesquisa:
Como o anticoncepcional não permite o período fértil, os retrosexuais ficariam em segundo plano todo o tempo. Ponto para os vaidosos, antenados, über-metrosexuais, e até os emos saem ganhando com essa teoria! Isso explicaria a atenção especial que têm hoje em dia tipos como Cristiano Ronaldo, Keanu Reeves, Beckham, os Fresnos da vida, entre outros charmosinhos.

Amigas que usam métodos anticoncepcionais: isso faz sentido?
Em todo caso, está aí mais um motivo para os homens reforçarem o uso da camisinha e não se preocuparem com interferência química nas suas conquistas.
Fonte: Does the contraceptive pill alter mate choice in humans?
Essa pesquisa observa que o uso de anticoncepcionais pode estar relacionado com esse fenômeno, ao passo que devido às alterações hormonais que ocorrem durante a ovulação, nós procuraríamos nesse período homens mais másculos ou que detenham maior diferenciação genética (com fins de perpetuar a espécie), e fora do período fértil nós supostamente nos sentiríamos atraídas por tipos mais andróginos.
Diz a pesquisa:
Ovulating women prefer more masculine and symmetrical male features. Fertile women are also particularly attracted to men showing dominance and intrasexual competitiveness, and other possible indicators of genetic quality such as creative intelligence.
Como o anticoncepcional não permite o período fértil, os retrosexuais ficariam em segundo plano todo o tempo. Ponto para os vaidosos, antenados, über-metrosexuais, e até os emos saem ganhando com essa teoria! Isso explicaria a atenção especial que têm hoje em dia tipos como Cristiano Ronaldo, Keanu Reeves, Beckham, os Fresnos da vida, entre outros charmosinhos.
Amigas que usam métodos anticoncepcionais: isso faz sentido?
Em todo caso, está aí mais um motivo para os homens reforçarem o uso da camisinha e não se preocuparem com interferência química nas suas conquistas.
Fonte: Does the contraceptive pill alter mate choice in humans?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Música de quinta: This is your life, por Switchfoot
Lamentei muitíssimo não encontrar um vídeo bom da versão original da música... então segue essa, gravada em um show da banda.
Gosto muito das composições de Switchfoot, mas essa música é especialmente forte para mim.
Yesterday is a wrinkle on your forehead
Yesterday is a promise that you've broken
Don't close your eyes (2x)
This is your life and today is all you've got now
And today is all you'll ever have
Don't close your eyes (2x)
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose
Yesterday is a kid in the corner
Yesterday is dead and over
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose
Don't close your eyes (4x)
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose (2x)
Gosto muito das composições de Switchfoot, mas essa música é especialmente forte para mim.
Yesterday is a wrinkle on your forehead
Yesterday is a promise that you've broken
Don't close your eyes (2x)
This is your life and today is all you've got now
And today is all you'll ever have
Don't close your eyes (2x)
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose
Yesterday is a kid in the corner
Yesterday is dead and over
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose
Don't close your eyes (4x)
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Are you who you want to be?
This is your life
Is it everything you've dreamed it would be
When the world was younger
And you had everything to lose (2x)
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nem Deus aguenta a sociedade de consumo
Fonte: Um Sábado Qualquer
Falando sério, me envergonho de assistir a cada dia mais deturpação dos princípios cristãos, e pior: assistir a isso na TV, no rádio, na web... Saudade do tempo em que as pessoas não se achavam senhoras de Deus e não ficavam pedindo-Lhe mais, mais, mais...
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